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Propriedade em Mato Grosso produz quatro toneladas de limão por mês

Da Redação

Com o plantio irrigado numa área de quatro hectares e 750 pés de limão, a produção chega a quatro toneladas do fruto por mês e pode produzir o ano todo.

O produtor Francisco aprendeu a trabalhar com a cultura na prática e hoje pode ser considerado um grande aprendiz no cultivo do limão Tahiti. Ele explica que antes de investir na citricultura, tentou cultivar hortaliças, o cultivo deu certo por um tempo e depois devido à escassez da mão-de-obra, a família optou para a monocultura e está até hoje. “O cultivo do limão não azedou a nossa vida, pelo contrário, adoçou, criamos nossos quatro filhos e tivemos lucro com a venda do produto. Acredito que sou um vitorioso nesta atividade”, esclarece.

A rotina da família mudou nos últimos dois anos, quando o produtor Francisco teve problemas de saúde e foi obrigado a deixar o trabalho no pomar. O seu filho Márcio da Silva Omori, que morava há 20 anos no Japão, retornou para a casa de seus pais para dar continuidade no trabalho de quase três décadas. Márcio é o responsável pela coleta dos frutos que é realizada duas vezes por semana. De acordo com o produtor, um fator importante para o cultivo do limão é a adubação correta e a irrigação. Na propriedade o pomar é irrigado a cada 15 dias.

Toda produção é comercializada na Feira do Porto, supermercados e no Distrito Industrial para os atacadistas por um preço que varia de R$ 35 a R$ 50 o saco de 20 quilos. Mesmo distante do pomar, o produtor Francisco é quem fala sobre o preço que pode chegar no varejo a R$ 6 o quilo do limão. A época da safra começa em fevereiro e termina em junho, e leva até três meses para floração do fruto. “Colhemos o limão, separamos o fruto por tamanho e embalamos para entrega”, explica.

A produtora Tereza, também responsável pelo plantio do limão tahiti, conhece bem a atividade e tem uma teoria que ajuda muito a manter a produção dos pés de limão: conversar com as plantas e verificar o comportamento delas, examinando se possui alguma praga e doença. Ela destaca que as plantas precisam ser renovadas a cada oito anos. Em janeiro de 2017, foi realizado o plantio de 125 novas mudas em uma área de um hectare.

Para utilizar inovações e melhorias no pomar os produtores financiaram recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) totalizando R$ 58 mil. “A maioria das pessoas que adquirem uma terra, esperam a propriedade valorizar para vender. No nosso caso, a terra e o cultivo trouxeram a nossa independência, conseguimos sobreviver e nos manter na propriedade, isso é muito importante”, conclui Francisco.

Pró-Limão

O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Henrique Teodoro de Melo, fala que foram realizadas oficinas para produção de citros (laranja, pocan e limão), na comunidade Sangradouro, no município de Santo Antônio do Leverger .

Foram repassadas informações sobre sistemas de produção, ou seja, a escolha da semente, preparação do plantio com o substrato composto de esterco de gado, vermiculita, terra preta e adubo, retirada das mudas dos tubetes com período de 120 dias, transplante na terra e enxertia. Segundo Henrique, após a realização da enxertia da planta, é importante acompanhar o desenvolvimento da muda, realizando a poda de formação da copa e os cuidados fitossanitários (controle de pragas e doenças).

A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários de Mato Grosso (Seaf) por meio do programa Pró-Limão tem realizado a capacitação continuada de técnicos na Região Norte do Estado. O objetivo é dar sustentabilidade ao cultivo da citricultura, que visa fomentar e fortalecer a cadeia produtiva do limão como alternativa sustentável de geração de renda.

Fonte: AgroNotícias

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