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16 de abril de 2024 3:42 am

Jô Soares morreu em São Paulo na madrugada de hoje

Aos 84 anos o apresentador, escritor e humorista Jô Soares parte deixando o mundo artistico de luto
Jô Soares: o artista estava internado desde 28 julho em São Paulo com um quadro grave de pneumonia (Foto:Arq.Web/Reprodução)

Da Redação

Faleceu na madrugada desta sexta-feira,05, em São Paulo, o humorista, escritor e dramaturgo Jô Soares. O artista estava internado com um quadro grave de pneumonia no Hospital Sírio-Libanês desde a segunda semana de julho.

A morte de Jô Soares foi confirmada por sua ex-mulher, Flavia Pedras Soares. “Nos deixou cercado de amor e cuidados”, ela disse à jornalistas.

Nascido no Rio de Janeiro em 1938, Jô Soares era filho único de uma família rica que perdeu a fortuna. Seu pai era o empresário paraibano Orlando Heitor Soares e a mãe a dona de casa Mercedes Pereira Leal, ambos de famílias tradicionais com forte atuação na política brasileira.

Pelo lado materno, Jô Soares era bisneto do conselheiro Filipe José Pereira Leal, diplomata e político que, no Brasil Imperial, foi governador do Estado do Espírito Santo. Por parte de seu pai, foi sobrinho-bisneto de Francisco Camilo de Holanda, ex-governador da Paraíba.

Quando jovem, Jô Soares foi preparado para ser diplomata e seguir a tradição política da família. Ele estudou na Suíça e nos Estados Unidos, falava seis línguas. No entanto, em meado dos anos 60, abandonou os planos que tinham sido feitos para ele e assumiu o próprio destino, optando por se dedicar exclusivamente à vida artística.

Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Jô Soares criou e interpretou dezenas de personagens, alguns icônicos como o “Capitão Gay”, um super herói homossexual, o “Exilado em Paris”, um militante de esquerda fugido da ditadura militar, o “Zé da Galera”, um torcedor apaixonado pela seleção e crítico da modernização do futebol iniciada por Telê Santana, entre tantos outros memoráveis.

O primeiro programa próprio feito pelo artista foi o “Viva o Gordo”, em 1981, na Rede Globo. Na rede Globo, onde fez a maior parte de sua carreira na televisão, Jô Soares entrou em 1970, como protagonista do programa “Faça Humor, Não Faça Guerra”. Antes, havia trabalhado nas TVs Continental, Rio, Tupi, Excelsior e Record. Atuou, por exemplo, no clássico “Família Trapo”.

O artista tinha multiplos talentos e foi pioneiro na introdução dos talkshows na TV Brasileira ao deixar a Rede Globo em 1987 para fazer o programa “Jô Onze e Meia” no SBT. Jô só retornaria à  Globo em 2000, comandou por 16 anos o “Programa do Jô”.

Foi ainda ator de teatro, cinema e televisão, além de dramaturgo, roteirista, diretor, escritor e artista plástico.

Ele casou três vezes, com as atrizes Tereza Austragesilo e Silvia Bandeira e com a designer gráfica Flavia Junqueira. Com Flavia, brincava que vivia uma separação que não deu certo. Os dois ficaram muito amigos. Jô teve um filho, Rafael, morto em 2014 aos 50 anos.

“Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida”, disse Flavia.

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