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26 de maio de 2024 2:18 pm

Mato Grosso tem quatro cidades entre as mais violentas da Amazônia legal

A violência nas cidades da região norte de Mato Grosso tem colocado em xeque a política de segurança do estado

 

Da Redação

Com HNT

O Estado de Mato Grosso tem quatro cidades na lista das mais violentas da região da Amazôzina Legal. É o que aponta dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o relatório que considera dados de 2022. O vizinho estado do Pará, com seis cidades, lidera a lista dos municípios mais violentos da Amazônia.

O primeiro município a aparecer na lista é Aripuanã (957 a noroeste de Cuiabá). A cidade é a terceira mais violenta no bioma amazônico. O índice chegou a 121,8 mortes violentas para cada grupo de 100 mil habitantes, considerando dados de 2020 a 2022. O valor é 5,2% superior à média nacional, de 23,3 mortes violentas a cada 100 mil habitantes.

Já Alto Paraguai (199 km ao norte da Capital), que surge em quarto lugar no ranking, com 110 mortes violentas a cada 100 mil habitantes é uma surpresa, assim como São José do Rio Claro (296 km ao norte de Cuiabá) e Nova Maringá (367 ao norte da Capital) na 10ª posição. Os índices de mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes é de 99,5 e 90,3 respectivamente.

Estes municípios desbancaram Sinop, Alta Floresta e Colniza, que também se localizam no bioma amazônico no estado e aparecem com muito mais frequência na mídia como palcos de assassinatos, latrocínios, execuções e feminicídios.

Como causa do elevado índice de violência em Aripuanã, o relatório destaca a ascensão do garimpo ilegal desde 2018 com ‘cidades paralelas’ se formando com milhares de garimpeiros em busca de ouro e, consequentemente, o crescimento de outros crimes como a exploração sexual.

O documento também aponta Alto Paraguai como cidade estratégica para o tráfico internacional de drogas, além da questão histórica da extração de ouro e diamante de forma ilegal. São José do Rio Claro e Nova Maringá ganham destaque por terem se tornado palcos do conflitos que se estabeleceram entre Comando Vermelho e PCC. Os dois municípios são adjacentes à BR-163, principal corredor de escoamento da produção agropecuária mato-grossense, disputado pelo tráfico de drogas.

No entanto, o relatório não cita as cidades de Sorriso, Matupah e Peixoto de Azevedo onde, desde 2020, as facções Comando Vermelho, PCC e Castellar travam uma guerra que vem deixando um rastro de sangue, causando pânico e submetendo a população desses municípios a um estado de completa insegurança.

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