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Ex-marido que matou mulher e enteada a marteladas em Cuiabá será julgado

Da Redação

Um homem acusado de ter matado a ex-companheira e a enteada dele a marteladas, no dia 21 de agosto de 2017, em Cuiabá, deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri, na capital. Adriana Aparecida de Siqueira, de 41 anos, e a filha dela, Andressa Maria Vilharga de Siqueira Santos, de 19, foram assassinadas em uma casa no Bairro CPA 1.

Jhony Marcondes, de 41 anos, está preso e confessou o crime. Na época do crime, ele disse que matou a mulher depois de uma discussão ao descobrir mensagens no Facebook da vítima com outro homem e ficar com ciúmes. Jhony matou as duas vítimas com golpes canivete e martelo na cabeça.

A decisão é do dia 16 de janeiro, do juiz Jamilson Haddad Campos, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Uma data para o júri ainda deve ser marcada pelo magistrado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Jhony, no dia dos fato, enciumado, iniciou uma discussão com Adriana que, segundo ele, teria visto no celular dela uma conversa com outro homem durante o último rompimento do casal.“Assim, movido pelo ciúme, o réu apoderou-se de um martelo e passou a desferir inúmeros e violentos golpes na cabeça da vítima, até que “em virtude da multiplicidade e brutalidade dos golpes”, a vítima fosse a óbito, evidenciando a crueldade do meio empregado pelo denunciado”, disse o MPE nos autos do processo.

Para assegurar a impunidade de outro crime e evitar que fosse descoberto, Jhony tirou a vida da vítima Andressa, aplicando diversos golpes de martelo e de canivete na cabeça da enteada.

Segundo a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Adriana e Jhony tinham um relacionamento, considerado conturbado, há 10 anos. Ao ser interrogado, ele contou que discutiram depois que descobriu mensagens da mulher, ao acessar o Facebook pelo celular dela, acreditando que ela o traía.

Jhony disse que Adriana o bateu com um golpe de bengala. Depois disso, ele pegou a martelo e a golpeou. Sobre Andressa, ele alegou que não se lembra de como a matou. A polícia arrombou a porta da casa e encontrou Adriana caída em um dos cômodos da casa. Andressa foi encontrada morta enrolada em um lençol em outro quarto da residência.

Ainda conforme a DHPP, o suspeito disse ainda que estava sob efeito de álcool. As vítimas eram irmã e sobrinha do investigador de polícia, João Bosco de Siqueira Junior.

Fonte: Folhamax

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